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Notas à margem

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Notas à margem

31
Out22

Canto triste II

Zé Onofre

Canto triste II

 

022/10/12

 

Amigo

Tão perdido no vento

Por esses caminhos do desalento.

Porque desperdiças o tempo

E não o somas ao de alguém.

 

Em cidades

Em vilas e aldeias

Porque passas sem olhar bem

Não saberás que há outros à tua beira

Que sofrem também.

 

Vê que

Vê que se ficas só

Não irás a qualquer parte.

Deixa que os sonhos dos outros

Sejam os teus sonhos também.

  Zé Onofre

12
Abr22

Por aqui e por ali 91

Zé Onofre

              91

 

Livração sem data e sem lugar. O tempo e o lugar é estarmos com os amigos onde eles estiverem

 

Amigo Alexandrino

 

A ver se sossego, o desassossego que me toma ao passar frente à casa dos teus pais.

A ver se a saudade dos tempos, em que o tempo era feito com as nossas mãos, não se esvai pela névoa da distância que o tempo aumenta.

A ver se o fogo sagrado se não apaga de vez e continua em chama no recôndito dos dias que passam.

A ver se resistimos, ainda e sempre, à monotonia de um tempo, este, que pretende esmagar o sonho, a magia e as noites de luar.

Principalmente para dar um abraço sentido ao amigo ausente, sempre presente.

Para te enviar o que inopinadamente li numa noite de recordações e emoções fortes.

Não fora a ocasião, que foi, e nunca me atreveria a ler o que li e nunca prometeria o que prometi.

Cada linha que escrevo tem o sentido de mim mesmo. Não é muito do meu agrado andar a expor-me em público. Mas o prometido é devido.

Aí vão. Usa-as apenas para ti, como saudade de um tempo que esperamos reviver um dia.

Zé Onofre

996/01/05, Amarante, confeitaria Mário

 Zé Onofre

21
Ago21

Souto 38 (NOS DIAS QUE PENSÁVAMOS SEREM ETERNOS III)

Zé Onofre

                                  III

SET/2016

Amigo João Luís

Penso não estar enganado, mas foi naquelas Janeiras de há quarenta e três anos que tudo começou.

Pensando melhor deve ter sido na Véspera de Natal de 1973 quando, já alegres, a caminho do “Café da Zeza” encontrámos o nosso “amigo” Felícia que, sentindo-se incomodado com as nossas alegres conversas, nos saiu ao caminho de arma em riste a mandar-nos calar.

  1. Foi nesse dia que eu disparado, já não sei de onde, fui-me a ele de punho em riste e disse, acertando-lhe um murro - “Pensas que estás em Angola a explorar pretos?”

Continuamos como se nada fosse connosco. Parece que o Valdemar ainda ficou para trás a acabar o serviço.

Foi, foi nessa noite, que começamos a sonhar com amanhãs….

Foram uns dias inesquecíveis.

Zé Onofre

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