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Notas à margem

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Notas à margem

23
Mai22

Por aqui e por ali 132

Zé Onofre

                     132

 

011/---/----, Biblioteca, EB2.3 – Vila Caiz

 

Almas perdidas,

Folhas primaverilmente arrancadas

Do tronco da vida.

 

Que sonhos perdeis

No vendaval de palavras

Que vos afasta da aventura de viver?

 

Almas perdidas,

Folhas primaverilmente arrancadas

Do tronco da vida.

 

Que sonhos inventareis

Sob um vendaval de palavras

Que não vos deixa viver?

 

Almas perdidas,

Folhas primaverilmente arrancadas

Do tronco da vida.

 

Que sonhos ireis viver

Se o vendaval de palavras

Vos suga a seiva da vida?

  Zé Onofre

18
Mai22

Por aqui e por ali 127

Zé Onofre

                 127

 

011/02/12, EB2.3, Vila Caiz, Amarante        

 

Olhemos as páginas escritas.

Nelas nada há de sonhos,

Nada há de mistérios,

Nada há de aventura.

 

Corramos pelas páginas brancas

Em busca do vento,

Em busca das labaredas,

Em busca do infinito,

Em busca do desconhecido.

 

Se de repente

Na esquina alva

De uma linha por escrever,

Nos aparecer a luz,

Nos surpreender uma sombra,

Tropeçarmos numa mágoa,

A subtileza de um amanhã,

Teremos então a certeza

– A viagem não foi em vão. –

  Zé Onofre

14
Fev22

Por aqui e por ali 56

Zé Onofre

                 56

 

1989/05/09, ação de formação na Escola de Vila Garcia, AMT,

 

                        Receita

 

Pegue-se na vida,

Envolva-se em calda de amor

Quanto baste.

Depois

Mexa-se bem mexido

Com a alegria das palavras

O tempo preciso.

Então

Junta-se o sonho,

A aventura,

O sol,

O vento…

Por fim

A criança que falou,

E escreveu

Lerá.

09
Ago21

Souto 27

Zé Onofre

             27

22/02/975

          I

Vivem-se dias,

Milhentos dias

Num intervalo de um só minuto.

Horas, dias, meses, anos

Apenas tempos de existência,

Em que o existir

Prevalece sobre a vida

                 II

Horas, dias, meses, anos

Intervalos

Entre os minutos da vida.

Tudo se cumpre num minuto

A vida e a morte,

O tudo e o nada.

Cada minuto de vida

Prolonga-se infinitamente.

Entre um e outro,

Dias, meses, anos

De existência incolor.

                   III

A existência

Só será vida

Se vivida todos os minutos

Com razão,

Com imaginação,

Com aventura

E imprevisto.

          IV

Viver dia

Após dia

Seguido de outros dias

Meramente por viver,

Porque se respira.

Saber que o amanhã

É um tempo depois de hoje

É a vida feita fóssil.

            V

A vida

É o imprevisto que nos aguarda

Na esquina de cada minuto,

A vida é saber

Encontrar o desconhecido

Que se nos depara a cada minuto,

Assumi-los sem receio,

Sem hesitações,

Fazer de cada um daqueles minutos

O primeiro e o último

E depois o nada.

       Zé Onofre

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