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Notas à margem

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Notas à margem

16
Out21

Penafiel 65

Zé Onofre

                   65

 

06/03/978

 

Que raiva

A perpassar pelos meus dedos.

Que raiva

Nas entranhas.

Que raiva,

Que loucura,

Feito vazio

Nestas horas amargas

Dum sentido por viver.

Que raiva lancinante

Nas palavras caladas

Dentro do vazio

Das horas que passam.

Lá fora, o sol.

Lá fora, os homens.

Nós aqui

Quedos,

Hirtos,

Sem som,

Nem tom,

Em horas perdidas

Pela lonjura de paredes

Frias.

A vida está lá fora.

 Zé Onofre

18
Ago21

Comentário 38 (NOS DIAS QUE PENSÁVAMOS SEREM ETERNOS)

Zé Onofre

                38

                 I

                2

        Reis, 1974

Viemos por caminhos velhos

Como manda a lei antiga,

Mas são novos os desejos

Que trata a nossa cantiga.

 

Um novo ano a nascer,

Nós vimos há poucos dias.

Que a vontade e o querer

O façam em muitas alegrias.

 

Contam-se pelos dedos

Os dias que o ano tem

De alegrias. Sem medos

Sejam os outros também.

 

Em cada dia que ele tiver,

Cada um com seu rosto,

Traga ele o que trouxer

Seja bem ao vosso gosto.

 

Não podendo os desejos,

De cada um adivinhar,

Queremos benfazejos

Os dias a caminhar.

 

Cada ano, novas esperanças,

Cada mês, novas alegrias,

Sejam as horas crianças

A alegrar os vossos dias.

     Zé Onofre

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