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Notas à margem

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Notas à margem

23
Jan22

Por aqui e por ali 45

Zé Onofre

              45

 

Enquanto é tempo

 

sd, escola da Portela, Aboim, AMT

 

Foram tantos

Dias

Tantas horas …

 

Uns foram

Alegria pura,

Outros

Verdadeiros pesadelos.

 

Foram tantos

Dias

Tantas horas …

 

Sempre a tentar

A pensar

– Como fazer bem?

Como fazer melhor?

 

Foram tantos

Dias

Tantas horas …

 

Umas vezes

Juntos voamos

Para além do tempo.

Outras

Ficamos

Muito aquém do possível.

 

Foram tantos

Dias

Tantas horas …

 

Antes

Que a voragem

Do tempo

Apague o que de bom

E mau

Vivemos

Aqui ficam estas páginas …

 

Enquanto é tempo …

Zé Onofre

16
Out21

Penafiel 65

Zé Onofre

                   65

 

06/03/978

 

Que raiva

A perpassar pelos meus dedos.

Que raiva

Nas entranhas.

Que raiva,

Que loucura,

Feito vazio

Nestas horas amargas

Dum sentido por viver.

Que raiva lancinante

Nas palavras caladas

Dentro do vazio

Das horas que passam.

Lá fora, o sol.

Lá fora, os homens.

Nós aqui

Quedos,

Hirtos,

Sem som,

Nem tom,

Em horas perdidas

Pela lonjura de paredes

Frias.

A vida está lá fora.

 Zé Onofre

14
Ago21

Souto 33

Zé Onofre

           33

 30/04/975

 Horas límpidas,

Serenas, suaves,

Fazem desta vida,

Vida calma.

 

Tempo espelhado

Reflexo sem sentido

Insondável.

Entre o sol e o vento,

As árvores e o céu,

Nestas horas sem tempo,

Levantam-se figuras irreais.

 

Nestas horas,

Inúmeros cadáveres de tempo,

No negrume das sombras,

Ainda uma réstia de luz,

Desperta o movimento,

Que agigantará o sol e vento,

Espelhará no céu e as nuvens

O ideal de um novo Homem.

       Zé Onofre

12
Ago21

Souto 31

Zé Onofre

                            31

28/04/975

A paz e a calma de saber

Para além de tudo que sou eu.

Ser eu sem fingimento e na verdade.

A cara sempre a mesma,

Erguida e radiante na alegria,

Baixa e húmida na tristeza,

Mas sempre a mesma cara.

Serena nas horas calmas.

Ensombrada nas horas turbulentas,

Mas sempre a mesma cara determinada.

   Zé Onofre

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