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Notas à margem

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Notas à margem

09
Jun22

Por aqui e por ali 146

Zé Onofre

                146

 

018/10/06, Livração

 

Sons e palavras,

Sons e silêncios.

Fantasmas do passado,

Vindos de lá do início do tempo,

Em que os Homens

Inocentes viviam

No ser que eram,

Desconhecendo o ter.

 

Sons e silêncios,

Fantasmas dos tempos

Que foram seguindo

Levando na sua corrente os Homens

Que somos hoje.

 

Silêncio puro

Que transformamos em monstros

Palavrosos

Que manipulam e enganam,

Que nos engolem e nos excretam,

Lixo que somos.

 

Agora os fantasmas somos nós,

Aqui e agora,

Sombras que pensamos viverem.

Não passamos de mortos a brincar de vivos.

  Zé Onofre

28
Out21

Penafiel 72

Zé Onofre

                     72

 

___/___/978

 

Quando pode acontecer

A uma petiza,

Nascida para a vida,

A fome,

Ou o frio

Então

É o lixo!

 

Esta é como uma flor.

Se lhe tocam as abelhas

E o pólen cai

Germina-o sem medo

Do tempo.

Se as moscas,

Com as suas patas pernas viscosas,

A roubam,

Cedo aborta,

De corola desfolhada,

Outras flores

Nascidas para tudo

Ou para nada.

 

Que tempo

Que lança fora,

Na lixeira,

O viço da vida.

 

Que lixeira a de aqueles,

Que se gabam de serem defensores dos bons costumes

Lhe exploram tudo.

Ou serão os pais,

Que trabalham,

Que deixa atirar as suas flores

À lixeira?

  Zé Onofre

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