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Notas à margem

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Notas à margem

17
Set22

Histórias para aprender a ler e escrever - Livro I - A presa

Zé Onofre

A Presa

A PRESA.jpg

Num local afastado no meio da floresta,

Há uma casa, a Casa da floresta.

A casa onde vivia o pai, Paulo,

A mãe, Ana Rita

E um filho tardio, Pedro, ladino e rabino,

Alegria e cuidados dos pais.

 

O prazer do Pedro …

(Esquecia-me de falar do cavalito)

Era cavalgar no Ruço pela floresta.

Corria os caminhos que a cruzavam,

Até onde deixava de ser floresta

E se transformava em mata.

 

Ia-se mais longe por um só caminho,

Serpenteante por entre as sombras das árvores.

O mato era mais denso, escondia perigos

Que a mãe exagerava até ao infinito.

Por medo próprio e como freio para o filho.

Por respeito, ou por medo, regressava.

 

Há um momento em que a tentação,

De ultrapassar o proibido vence o medo.

A atração pelo abismo é irresistível.

Assim um dia, “seja o que Deus quiser”.

Pedro, chegou ali, fechou os olhos,

Entrou mata dentro num galope louco.

 

Parou numa clareira soalheira

Onde uma lagoa refletia o sol, e o céu,

No espelho líquido das suas águas,

Da cor de que a luz e o tempo as pintavam.

Desmontou. O Ruço pastava a erva

Sentou-se frente à lagoa. Viu o mar.

 

As nuvens refletidas já não eram nuvens,

Eram gaivotas, rochedos, barcos a sair e a entrar.

A pequena ondulação provocada pela aragem

Era agora uma ondulação forte, 

Deleitosa a lavar com a sua espuma salgada

Os seus pés nus que iam pela areia molhada.

A tarde ia escurecendo e em casa a mãe

Olhava aflita o relógio e o horizonte humedecia.

O pai Paulo chegou e esperou de braços abertos

O salto do filho para o seu colo e … nada.

Deu um beijo à mulher e com os olhos interrogou-a

E a mãe respondeu soltando as lágrimas retidas.

 

No seu cavalo branco, cabelo ao vento,

Em cavalgada desesperada encontra o filho

Estátua humana fitando o infinito na água da lagoa.

Torna-o á vida. Vão no seu cavalo com o Ruço atrás.

À janela, a mãe inquieta vê-os vir e sorri.

O menino abraça-a e diz – Ó mão era tão lindo!

 

Desenvolvimento 

 

  1. Leitura em voz alta e clara do texto, como se fosse contado.
  2. Leitura do texto, em voz alta e clara, com respostas a perguntas sobre o sentido de algumas palavras.
  3. Dramatização do texto.
  4. Contar por desenho/pintura o texto.
  5. Recontar o texto.
  6. Dizer frases sobre o texto.
  7. As frases ditas vão sendo escritas no quadro.
  8. Leem todas as frases coletivamente.
  9. Cada um tenta identificar a frase que disse.
  10. Escolhem uma das frases.
  11. Na mesa escrevem a frase sem copiar – leem a frase, tapam a palavra (as palavras a escrever) depois de as terem observado bem.
  12. Na frase escolhida destacam-se duas palavras.

O pai levou o Pedro no cavalo.

  1. pai                      Pedro
  2. Dividem as palavras escolhidas em sílabas

pai – pai              Pedro – Pe + dro   

  1. Preenchem o seguinte quadro
  1.  Pe + dro                                     pai

 

                      a|    pa                          

             e|    Pe

              i|    pi  

                      o|     po

                      u|     pu

                    ãe|     pãe                   

                     ai|     pai                

                    ao|     pao                  

                    ão|     pão             

                    au|     pau                         

                     ei|     pei                            

                    eu|     peu                             

                    iu|      piu                         

                    õe|     põe                          

                     oi|     poi 

                    ou|     pou 

                     ui|     pui                          

  1. Com as sílabas formadas escrever novas palavras.
  1. Com as “novas” palavas trabalham com as frases conhecidas.
  2. Com as frases e palavras conhecidas escrevem textos.

    Zé Onofre

14
Ago21

Souto 33

Zé Onofre

           33

 30/04/975

 Horas límpidas,

Serenas, suaves,

Fazem desta vida,

Vida calma.

 

Tempo espelhado

Reflexo sem sentido

Insondável.

Entre o sol e o vento,

As árvores e o céu,

Nestas horas sem tempo,

Levantam-se figuras irreais.

 

Nestas horas,

Inúmeros cadáveres de tempo,

No negrume das sombras,

Ainda uma réstia de luz,

Desperta o movimento,

Que agigantará o sol e vento,

Espelhará no céu e as nuvens

O ideal de um novo Homem.

       Zé Onofre

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