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Notas à margem

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Notas à margem

19
Ago21

Souto 38 (II Encontros, fantasias, ilusões e enganos)

Zé Onofre

                        II

Encontros, fantasias, ilusões e enganos

SET/975

[Nomeado bardo oficial do grupo]

                1

Foram belos os dias,

Mas breves também

Em que a vossa companhia

Era o supremo bem.

 

Que importa a partida

Se a fé não morreu

De um dia na vida

Voltarmos a ver a Céu?

 

Que importa a lonjura

Do Porto à Livração

Se a qualquer altura

Voltaremos a ver, a São?

 

Que importa a distância

Se a vida morta não é

 E nos fica na lembrança

A sempre bela, Zé?

 

E que importa afinal

Terem-se ido os dias

Se foram o portal

De novas alegrias?

 

Que nós temos como certo

Que num outro Verão

Ou mais breve, decerto,

Teremos cá a Céu, Zé e São.

       Zé Onofre

20
Jul21

Souto 15

Zé Onofre

             15

15/02/974

 Retirado da vida,

Isolado das tormentas

Sofro de ausência de dor.

Vida sem dor

É esperança perdida

De encontrar porto acolhedor.

Mar alto,

Onde se caminha lentamente                         

Sobre as ondas

Ao encontro do infinito.

Mar alto,

Ondas de palavras,

Onde nos enredamos,

Nos desfazemos,

Juntamente com a espuma nas praias,

Paredes da desilusão.

Tropeçando

Nas vagas alterosas

De um mar uivante

Numa viagem aventureira

À procura dum porto de abrigo.

Passeando

Nas ondas serenas

Que em colinas redondas

Se sucedem,

Em campos de irrealidade,

Perdemo-nos de nós

E diluímo-nos

Na água imensamente.

Retirado da vida,

Isolado das tormentas

Vida sem dor

Sofrimento redobrado.

Saber-se de antemão

O caminho a percorrer,

É estar perdido

Nas certezas que nos traçaram.

Escolher caminho,

Entrar por mares das tormentas,

Cortando vagas alterosas,

É certeza de lutas incertas,

É conhecer-se perdido,

É ter a esperança

De se ser resgatado,

Com sorrisos de vencedor.

Vagas gigantes,

Com vento uivando sobre as águas,

É saber-se de antemão perdido,

É achar-se ainda de esperanças iludido,

É pensar-se ainda vivo

E sonharmo-nos eternos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mar alto,

Onde se caminha lentamente                         

Sobre as ondas

Ao encontro do infinito.

Mar alto,

Ondas de palavras,

Onde nos enredamos,

Nos desfazemos,

Juntamente com a espuma nas praias,

Paredes da desilusão.

Tropeçando

Nas vagas alterosas

De um mar uivante

Numa viagem aventureira

À procura dum porto de abrigo.

Passeando

Nas ondas serenas

Que em colinas redondas

Se sucedem,

Em campos de irrealidade,

Perdemo-nos de nós

E diluímo-nos

Na água imensamente.

Retirado da vida,

Isolado das tormentas

Vida sem dor

Sofrimento redobrado.

Saber-se de antemão

O caminho a percorrer,

É estar perdido

Nas certezas que nos traçaram.

Escolher caminho,

Entrar por mares das tormentas,

Cortando vagas alterosas,

É certeza de lutas incertas,

É conhecer-se perdido,

É ter a esperança

De se ser resgatado,

Com sorrisos de vencedor.

Vagas gigantes,

Com vento uivando sobre as águas,

É saber-se de antemão perdido,

É achar-se ainda de esperanças iludido,

É pensar-se ainda vivo

E sonharmo-nos eternos.

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