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Notas à margem

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Notas à margem

20
Set22

Histórias para aprender a ler e a escrever - Livro I - Luís e Liliana

Zé Onofre

Luís e Liliana

LUÍS e LILIANA.jpg

Aconchegados no colo da avó

pedem a uma voz só

Conta mais uma vez...

E a avó, olhar ternura,

os olhos a fechar,

volta à aventura

e de novo começa

era uma vez ...

 

Era uma vez no reino da lua

um príncipe galante

uma princesa gentil

um mau gigante

e um dragão servil.

O dragão guardava a princesa

que o mau gigante

mantinha presa

no seu castelo distante.

O príncipe de loiros cabelos

tinha por missão

libertar a princesa

vencer o gigante

matar o dragão.

 

De repente

a voz da avó sumia-se

a cabeça tombava       

e Luís e Liliana

fugiam para o terreiro,

à espera da lua,

onde Luís fingia

Que era o príncipe

E Liliana a noiva sua.

E, num instante,

Luís, valente,

vence o gigante

resgata a princesa

E oferece-lhe o dragão

de presente.

 

E,

à luz da lua

que mansa no céu caminha

voltam para dentro

aconchegam a avó

que adormeceu.

Zé Onofre

Desenvolvimento

Frase - Luís e Liliana dançam à luz da lua.

Proceder como nos textos anteriores.

 

19
Ago22

Histórias para aprender a ler e escrever - Livro I - O monte do Pastor

Zé Onofre

Monte do Pastor

 

O MONTE DO PASTOR.jpg

 

Há, numa aldeia,

Perdida das estradas

Mais conhecidas do país,

Um monte a que chamam

O monte do Pastor.

 

É um lugar calmo,

Verdejante,

Onde no verão

Corre uma aragem fresca

Que convida as crianças

Para as suas inocentes brincadeiras.

 

Lá, no cimo do monte,

Há um penedo

Que o tempo e o vento

Moldaram em forma de lobo.

 

Um lobo a chorar.

Dos buracos dos olhos,

Dois fios de água,

Escorrem pelo focinho.

É ali que nasce o ribeiro da aldeia.

 

Ora, conta-se que em tempos antigos

Um rei poderoso e malévolo

Se apaixonara pela princesa Uiara,

A sereia das águas doces.

 

O rei poderoso e malévolo

Pediu princesa Uiara em casamento.

Não,

Estou noiva do Príncipe Pastor.

 

Furioso, o malévolo rei

Foi ter com o Príncipe Pastor.

Exigiu-lhe,

Ameaçando-o,

Que desfizesse o noivado com Uiara.

 

O poderoso e malévolo rei

Arrastou o príncipe Pastor

Até à princesa Uiara

E ordenou-lhes que se separassem.

Não, disseram os dois à uma.

 

O rei ficou tão dentro da sua malvadez

Que enviou o Príncipe Pastor para a lua,

Agarrou a linda Uiara nos seus braços

E transformou-se em cabeça de lobo.

A princesa começou a chorar.

A água que escorre do penedo

São as suas lágrimas tristes.

 

Passados muitos anos,

Um jovem desconhecido

Passou pelo penedo. 

Sequioso encostou os lábios

Para beber a água fresca que corria.

 

Nesse preciso momento

Ouviu-se um forte uivo,

Do rei-lobo

Que sentiu que aqueles lábios

Vieram para libertar a Uiara.

 

Foi tão forte e tremendo o uivo

Que o penedo abriu uma fenda.

Pela fenda saiu Uiara.

De mão dada foi com o jovem desconhecido.

Pela fenda continua a jorrar água,

As lágrimas aprisionadas

Que o uivo libertou.

 

Desenvolvimento

 

Frase – Ex.: O uivo do lobo libertou a princesa Uiara.]

 

Proceder como nos textos anteriores