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Notas à margem

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Notas à margem

06
Dez22

Comentário 301

Zé Onofre

                   301 

 

022/12/06

 

Sobre Palavras são Gaivotas, Sandra, 18.10.22, em crónicadassilabasasolta.blogssapo.pt

 

Andam aves à solta,

Volteando por entre azul e cinza,

Despreocupadas.  

Naquele momento voam

Sem saberem de tempestades,

De ventos parados.

Apenas sobem e descem,

Entre o verde e o azul.

 

Um dia seremos

Como aves serenas volteando

Plenos de alegria e sabedoria,

Com o coração palpitando

Ao ritmo da vida.

 

Num futuro,

Próximo ou longo,

Deixaremos de correr

De um lado para o outro,

Loucos seres

A arrancar o pão

28
Mai22

Por aqui e por ali 137

Zé Onofre

                 137

015/10/31, Vilarinho, Amarante

 

Não me iludo,

“Sou pó”.

Não um punhado de pó,

Apenas uma partícula

Perdido na ventania da vida.

Não um punhado de pó,

Junto de outro punhado de pó,

De outro e outro ainda,

Num monte de pó,

Apenas uma partícula invisível

Nas tempestades da vida.

 

Empurrado para cima,

Arrastado para o fundo,

Rodopiado,

Pisado,

Soprado,

Pelos redemoinhos da vida.

Não me iludo.

“Sou pó”.

  Zé Onofre

27
Abr22

Por aqui ed por ali 106

Zé Onofre

                  106

 

997/06/29

 

Descobri, hoje, que é maldição sonhar.

Os sonhos mais simples morrem

No desastre das nossas próprias mãos,

Ou no aperto insincero de mãos estranhas.

 

Não só é maldição sonhar,

Mas maior maldição é revelar

Os sonhos íntimos que se possam ter,

Os sonhos devem ser estrangulados

Com os primeiros raios do amanhecer.

 

Assim não haverá dias primaveris,

Nem Verões quentes em Novembro a morrer.

Assim teremos garantidos dias sem tempestades, …

Viveremos mortos sem alegrias, nem vontades.

  Zé Onofre

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