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Notas à margem

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Notas à margem

02
Jul21

Souto 5

Zé Onofre

5

07/07/972

 Novos caminhos.

Que caminhos?

Qual o trilho?

Pescado no saco da sorte e do azar.

Trilho

Em direcção à vida,

Em direcção à morte,

Ou a lado nenhum.

Trilho

Que me leva

À fonte da vida,

À fonte da morte,

Ou a lado nenhum.

Trilho que me leva

À fonte da Esperança,

À fonte do desespero,

Ou a lado nenhum.

Novos caminhos.

Caminhos longos, tão longos

Que em algures

Numa reta, numa curva,

Ou num solavanco do piso,

Guarda o por desvendar.

Caminhos novos,

Ou caminhos velhos?

Caminhos perdidos,

Trocados,

Com futuro,

Abertos,

Fechados.

Na lonjura dos tempos futuros

Nada de novo,

Apenas sombras,

Vindas

Sabe-se lá de onde

De que curva do passado.

No verde dos prados,

No crepúsculo,

Na aurora,

Nada senão o verde,

A luz a fugir para além do mar,

A luz a surgir por detrás dos montes.

Cheguei aqui.

Por que caminhos?

Por que Sonhos?

Por que pesadelos?

Por que artes mágicas?

Cheguei aqui.

    Zé Onofre

 

 

 

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