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Notas à margem

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Textos escritos em cadernos, em guardanapos, em folhas encontradas ao acaso, sempre a propósito, nunca de propósito. isto é "vou escrever sobre isto". Não é assim que funciono.

Notas à margem

02
Dez21

Por aqui e por ali 8

Zé Onofre

               8

 

981/03/30, Telescola, Gouveia, MCN

 

Quem me dera já no Inverno,

Sentado nas longas noites frias,

A recordar.

 

Se fora já o Inverno,

Agora, neste momento,

Recordaria …

 

Recordaria estes sonhos

Que não foram realidade,

O passado, estas longas páginas brancas

De sonhos mortos ao nascer.

 

Quem me dera já o Inverno,

Para poder recordar

O sonho que não se fez,

A esperança vencida!

 

Quem me dera já o Inverno

Com as suas melenas brancas

E o frio,

Um frio penetrante

Que avivasse todos os sonhos

Que ficaram pelo caminho.

 

Quem me dera já o Inverno

Com a sua verdade crua

E sem esperança de vida já.

 

Quem me dera já o Inverno,

Já hoje,

Ou amanhã,

Mas queria o Inverno já!

    Zé Onofre          

12
Set21

Penafiel 25

Zé Onofre

25

 

08/06/976

 

Parece que as pessoas não gostam da verdade.

A verdade magoa,

Mas tem de ser dita!

É esta a realidade

Quem a negará?

 

Sempre,

Sempre o mesmo vazio

A mesma solidão.

Sempre,

Sempre o frio

De dizer não.

Sempre,

Sempre a mesma arenga

Para ouvidos surdos.

Sempre o blá-blá-blá

Para se fingir

Que se faz

    Zé Onofre

10
Ago21

Souto 29

Zé Onofre

29

19/03/975

Longe da vida,

Longe da morte,

Ave perdida

Ao acaso da sorte.

 

Longe do sonho.

Longe da realidade,

Homem bisonho

À procura da verdade.

 

Longe do sonho.

Longe da morte.

Homem bisonho

Ao acaso da sorte.

Longe da realidade.

Longe do sonho.

Ave perdida

À procura da verdade.

 

Longe da realidade.

Longe do sonho.

À procura da verdade

Homem bisonho.

 

Longe da morte

Ave perdida,

Ao acaso da sorte

Longe da vida.

 

Na realidade

Homem bisonho

À procura da verdade

Longe do sonho.

 

Longe da vida

Longe do sonho

Ave perdida

Homem bisonho.

 

Longe da morte

Longe da realidade

Ao acaso da sorte

À procura da verdade.

 

Homem bisonho

Longe da vida

Longe do sonho

Ave perdida

 

Ao acaso da sorte

Longe da realidade

Ao acaso da sorte

Procuro a verdade.

 

Longe do sonho

Ave perdida

Homem bisonho

Longe da vida.

 

Na realidade

Ao acaso da sorte

À procura da verdade

Longe da morte.

  Zé Onofre

16
Jul21

Souto 12

Zé Onofre

12

23/01/974

 Se a verdade que abafam é mentira.

Se a verdade que proclamam é mentira.

Então tudo é mentira.

Quero eu que se anuncie a verdade.

A verdade é o desalento de nada ser.

É o ser de nada querer.

É o querer ser nada.

É o nada.

Nada.

Vazio da ideia de mim próprio.

Essa verdade

Nem abafada,

Nem proclamada,

Nem escondida,

É a verdadeira verdade da vida.

Plena de desesperos.

De noites inglórias.

       Zé Onofre

 

 

 

 

 

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